Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

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Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Admin em Sex Jun 11, 2010 11:21 am



PRÓLOGO


Chovia torrencialmente num pequeno povoado de nômades, no meio do Deserto de Sograt. O dia virara noite. Demônios à solta, espalhando crueldades, ferindo, matando. A cidade estava em chamas, homens eram mortos, as mulheres gritavam, e as crianças choravam. Vallen não sabia o que fazer, era apenas uma criança. Seus pais já estavam mortos e Vallen apenas chorava escondido em um pequeno armário.
Lá dentro, Vallen ouviu passos cada vez mais próximos e enfim conseguiu ouvir grunhidos não humanos. Conseguiu apenas distinguir algumas palavras...

- Ele não está aqui. Queimem tudo, não deixem ninguém vivo... – foi o que o ser demoníaco falou.

E a casa onde Vallen morava começou a pegar fogo, não havia como sair, não havia a chance de sobreviver...
Então, Vallen acordou do pesadelo. Tantos anos haviam se passado, porém, o calor do fogo daquela noite ainda queimava o seu rosto. Quem eram aqueles demônios? Quem eles estavam procurando? E ainda, como um ser humano poderia sobreviver a um incêndio, e sem qualquer arranhão? Eram perguntas que o agora jovem mago Vallen tinha como uma missão responder, por seus pais, por seu povo.

PRONTERA


Já é tradição na capital de Midgard as ruas estarem cheias de mercadores de todos os lugares do mundo que vendem tudo que se possa imaginar: armas e armaduras de todos os tipos, animais exóticos e outros tipos de mercadorias. Até mesmo itens mágicos de imenso valor podem ser encontrados.
Vallen também estava em Prontera, acompanhando seus companheiros que estavam em busca de itens. Darian, o espadachim, Altair, o noviço e Affanus, o gatuno, estavam empolgados com tamanha variedade de pessoas, cores e coisas que eram vendidas pelos mercadores. Os gritos dos vendedores enchiam as ruas: “Olha o churrasquinho de Rowee fresquinho!! Quem vai querer?”, “Olha a legítima espada Gingan! Mata um orc e ainda corta tomate...”, “Este escudo agüenta uma baforada de dragão! Se não funcionar, devolvemos seu dinheiro!!!”

- Nossa, eu tenho que comprar um desse, nunca se sabe quando vai precisar de um... – disse o ingênuo Darian.

- Darian, não gaste dinheiro com bobagens... – disse Vallen.

- Deixa de ser ranzinza Vallen... Depois eu volto aqui e compro – disse Darian ao mercador.

- Gente, tem algo acontecendo na praça, ta um tumulto muito grande – informou Altair.

Chegando mais perto, o grupo pode ver um homem velho, com longos cabelos brancos e barba branca, vestido com roupas simples e empunhando um cajado de madeira em uma das mãos. Ele fala irado, quase brigando com as pessoas ao redor:

- Irmãos, arrependei-vos!! O fim do nosso mundo está próximo. Vocês não notam que o clima do mundo está se alterando? É um sinal dos Deuses! Orem meus irmãos, orem, para que os Deuses possam nos perdoar.

Todos desprezam aquela bobagem apocalíptica, afinal, só era mais uma naquela maldita cidade. Mas, Vallen e seus amigos trocam olhares, pois o tempo realmente está mudando. Frio quando deveria ser calor, estrelas ausentes num céu que já fora muito estrelado, entre outras pequenas coisas. Enquanto todos se afastam do velho, Darian, Vallen, Altair e Affanus se aproximam do velho, para continuar a ouvir as suas palavras. Na verdade, eles estavam embasbacados, como se o velho tivesse lançado um feitiço em cima dos quatro companheiros.

- Há milhares e milhares de séculos – continuou o velho – quando os próprios Deuses eram jovens, travavam-se incontáveis batalhas para tornar nosso mundo como ele é hoje. Muitas criaturas de outros mundos desejavam invadir Midgard, mas foram repelidos por Odin e os demais. Um dia, porém, um ser maligno conseguiu enganar os Deuses e voltou a andar por esse mundo. Seu nome? Morroc.

O velho deu uma pequena pausa para respirar. Os quatro amigos não conseguiam tirar os olhos daquela pessoa que não parava de tagarelar.

- O retorno de Morroc trouxe guerra, fome, doenças e destruição. Mas um grande guerreiro pôs fim às pretensões do imperador das trevas. Como todos sabem, o seu nome era Thanatos. Foi dado a Thanatos, além de sua espada mágica, um colar feito do mais puro ouro. Este objeto sagrado foi levado pelo guerreiro ao campo de batalha. Lá, ele enfrentou Morroc e, com muito esforço, conseguiu expulsar o gigante diabólico.

- Nunca ouvi falar de tal artefato – disse Vallen.

- A história é obscura criança – mencionou o velho – Mas, continuando... Como vocês sabem, Morroc não se deu por vencido. Depois de muitos séculos, conseguiu retornar à nossa terra, pois aparentemente algo aconteceu com o selo que o prendia. Porém, Morroc ainda está fraco, não tem poder suficiente para dominar o mundo. Mas, caso ele encontre o colar, cobrirá o mundo com uma segunda escuridão e ninguém o impedirá. Então, peço a vocês meus jovens, que cumpram a tarefa de encontrar o colar e impedir que o demônio destrua nosso mundo.

- Enfrentar demônios? Destruir Morroc?? Ter o destino do mundo em suas mãos??? O que estamos esperando? – perguntou Darian.

- Por que ainda me pergunto se o Darian tem algum juízo? – questionou Vallen.

- Talvez seja por que você vive enfiado nos livros Vallen. Siga meu exemplo, esperteza é a chave para se dar bem na vida. – brincou Affanus.

- Senhor, onde está localizado o colar? Tem alguma idéia? – perguntou Altair.

- Existe um artefato criado pelos próprios deuses que mostra a possível localização do colar. Ah, este amuleto- informou o velho. - Atualmente aponta para uma ilha desconhecida pela maioria dos habitantes desse mundo. É chamada de Ilha da Morte, que fica há alguns dias a oeste de Baylan. Tome o amuleto minha criança. – e o senhor deu a Altair o objeto.

- Nossa! Que lugar longe... – reclamou Darian.

- Quando vocês acharem colar procurem o padre Novissus, que restaurará o poder do colar e os guiará para a batalha final. – falou o senhor – Agora vocês devem ir, e que os Deuses do bem os guiem nessa jornada.

- Certo, nosso destino é Izlude. Devemos alugar um barco e alguém que seja louco o bastante para nos levar lá. – disse Vallen.


IZLUDE


Chegando no pequeno porto de Izlude, cidade satélite de Prontera, Vallen, Affanus, Darien e Altair procuraram informações sobre a Ilha da Morte e de alguém que pudesse levá-los, porém, ninguém sequer tinha ouvido algum tipo de rumor sobre a ilha.

- Opa, tem um velho senhor ali. – falou Affanus. – Não é possível que não tenha ouvido nada sobre a ilha. Vamos lá perguntar.

Ao chegarem perto, puderam ver que o senhor é um velho marujo ranzinza e muito mau-humorado, que quando não reclamava com ninguém, reclamava com ele mesmo. Além disso, ele mancava muito, pois sua perna direita era feita de madeira.

- Senhor, com licença. Queríamos alugar seu barco para irmos a uma ilha distante. – falou Vallen.

- Lógico que você quer um barco para ir a uma Ilha. Ou por acaso quer ir de barco a Geffen? – Resmungou o velho. – Não me aborreçam, estou ocupado.

- Mas senhor, precisamos chegar a Ilha da Morte, e até agora não encontramos ninguém que tenha ouvido falar dela, quanto mais que nos levasse lá. – disse Altair.

- Espera, vocês querem ir para a ilha da morte?

- Sim! – responderam os quatro amigos.

- Certo, eu levarei vocês até lá. Fui o único louco o bastante para viajar tão longe. Não quero pagamento algum de vocês. Só prometam que vocês matem o monstro diabólico que arrancou minha perna.

- Prometemos sim senhor. Tem a nossa palavra. – falou Darien.

- Certo, então vamos zarpar agora. Rumo à ilha da morte. A propósito, meu nome é Karl Brashear. – disse o velho marinheiro.

- Ok Sr. Brashear. Estamos prontos para ir. – disse Vallen.
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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Admin em Sex Jun 11, 2010 1:37 pm

Primeira fic postada hein. Quero ver a de todos aqui. tongue What a Face
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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Kadysuka Zynatch em Sex Jun 11, 2010 8:06 pm

Raph, como eu já citei em outro tópico, eu pretendo postar uma nova história pra colocar nesse fórum... Eu tenho que ver algumas coisas ainda, mas já tenho muitas idéias em mente.

Acrescentando : Boa fic, voltando a postar de novo, espero poder ver mais capítulos. affraid

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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Admin em Qui Jun 17, 2010 2:09 pm

MAR DE IZLUDE

Era noite. O mar estava arredio, grandes ondas se chocavam com o velho barco do Sr. Brashear, porém nada que colocasse em risco a segurança dos cinco passageiros. O barco era simples e velho, mas com nenhuma rachadura aparente. Tinha um mastro principal e dois secundários, todos com velas muito antigas a ponto de rasgar. Se rasgassem ou não ventasse, o veleiro não sairia do lugar, pois não possuía remos. Ainda possuía um pequeno cômodo para o capitão, grande o bastante para apenas uma cama e um armário.

- Karl, demora a chegar na ilha ? – perguntou Affanus.

- Dois dias se o vento estiver bom. – respondeu Karl.

Vallen então vai à proa, olhando para o horizonte e apreciando a imensidão azul do mar. Pensava em sua família que não conhecera. Pensava em quem aquelas pessoas que destruíram seu vilarejo estavam procurando. Muitas perguntas, nenhuma resposta.
Subitamente, o barco balança violentamente, jogando todos ao chão. Ouve-se barulho de madeira quebrando. Os quatro amigos se seguram e caminham em direção a Karl. Darien sangrava muito na cabeça.

- Karl, vai dizer que não sabe pilotar essa coisa. Maldição, rachei a cabeça. – choramingou Darien.

- CURAR – falou Altair, invocando magia de cura para fechar o ferimento de Darien.

- Obrigado Altair. – agradeceu o espadachim.

O barco voltou a chacoalhar, mas desta vez todos estavam se segurando. Nesse momento Vallen viu algo que só ouvira falar em livros e lendas absurdas. Tentáculos gigantes agarraram o barco com tamanha força que o velho veleiro estava se partindo ao meio. Tentáculos brancos como um cadáver, talvez algo jamais visto por olhos humanos.

- Monstro marinhooo!! – gritou Karl. – Todos à proa do navio. Mostrem-me do que vocês são capazes aventureiros. Acabem com o monstro.

- Altair, ajude-nos. – pediu Vallen.

- AUMENTAR AGILIDADE, BENÇÃO, ANGELUS!! – abençoou Altair todos os seus companheiros.

- Assim que eu gosto. – disse Affanus – ATAQUE DUPLO.

Affanus atingiu um tentáculo com um ataque em forma de X, cruzando as lâminas de suas damascus para um maior dano. O gatuno geralmente usava damascus elementais, como os ferreiros costumavam chamar. Possuía os quatro tipos: fogo, vento, terra, água. Porém, escolheria qual o mais vantajoso usar contra determinado tipo de monstro. Acabou usando as elementais de fogo e da terra. Quase não surtiu efeito algum.

- Affanus, se o monstro está dentro d’água então é de fraco contra ondas elétricas. USE A DAMASCUS TROVEJANTE. – gritou Vallen, já irritado.

- Certo – respondeu Affanus.

Mas no momento que ia voltar a atacar, desta vez com as armas corretas, um tentáculo atingiu Affanus, jogando-o para longe. O gatuno tentou se levantar, mas não conseguiu, parecia atordoado devido ao golpe. Outro tentáculo já estava a ponto de atingir Affanus, porém...

- GOLPE FULMINANTE!!! – antecipou-se Darian ao tentáculo que atacaria Affanus, partindo-o ao meio.

- MEDICAR! – invocou Altair, ajudando-o a se levantar.

- Obrigado, aos dois. – disse Affanus.

- Cuidado vocês três!! ESPÍRITOS ANCIÕES!! – gritou Vallen, apenas afastando alguns tentáculos. – Não estou conseguindo conjurar magias mais fortes, pois o tempo de conjuração é maior e são tentáculos demais atacando.

Nesse momento, algo gigantesco surge no mar. O monstro revelou-se. Algo tão gigantesco que Vallen jamais tinha visto algo daquele tamanho. Mas Vallen, já tinha lido sobre um monstro daquela espécie antes. Era um Kraken, um monstro mitólogico, um ser tão antigo quanto os próprios deuses, e talvez até tão poderoso quanto. Tinha o tamanho de uma pequena ilha e incontáveis tentáculos. Não havia meio de vencer, o único jeito era fugir.



- Pessoal, o monstro é um Kraken, um ser mitológico, tão antigo quanto o próprio Morroc. Seu poder é maior do que qualquer um de nós nesse barco. Temos que arranjar algum modo de escapar. – indagou Vallen.

- Vamos te dar cobertura Vallen. Mas você tem q ser rápido, muito rápido. – disse Darian.

- Mas como irei afastá-lo do barco. Não tenho tanto poder para isso... – pensou Vallen consigo mesmo.

Nesse momento uma nuvem negra cobre todo o barco, tornando impossível enxergar a um palmo de distância. O Kraken lançou uma cortina de fumaça, para que pudesse deixar cegos todos os seus oponentes.
Então, começou o ataque mais forte com os tentáculos. Dois mastros foram derrubados, algumas velas rasgadas. Ataques estavam cada vez mais difíceis de desviar, já que nada viam.

- Pessoal, cuidado com... – Vallen não teve tempo de falar, um tentáculo acertou-o tão fortemente que ele acabou caindo no mar.

- Cof, cof – tossiu Vallen, cuspindo sangue. Não perdeu a consciência, mas estava fraco. – Ahhh, sinto meu corpo queimando. O que está acontecendo?

Então Vallen começou a flutuar. Seus olhos não tinham mais foco, como se estivesse possuído por algo ou alguém. O ar em volta dele ficou mais denso. Faíscas saiam de seu corpo. Uma força desconhecida pelo mago até então, desconhecida e assustadora. Então, Vallen apontou o velho cajado em direção ao Kraken e disse:

- TEMPESTADE DE RAIOS!!

Um clarão azul rompe o mar de Izlude. A noite se tornou dia, iluminando tudo em um raio de 30 km. A tempestade atinge em cheio o Kraken, que apesar de não ter sido morto, recolhe-se imediatamente devido aos graves ferimentos provocados pela tempestade de raios. Mesmo estando dentro do mar, o cheiro de carne queimada é nítido.
Exausto, Vallen, que acabara de recuperar a consciência, escala o barco, apesar de não ser adepto a esforço físico e tão pouco expert em escaladas, foi fácil chegar ao topo. Estando lá, Vallen podia ver o caos que estava o barco. Dois mastros quebrados, ao menos o principal estava em pé, algumas velas rasgadas, o que dificultaria a chegada à ilha, e o principal, feridos.

Affanus estava desacordado, Darian sangrava muito na cabeça e Altair parecia ter quebrado a perna. Mas não havia sinal do Sr. Karl Brashear.

- Sr. Brashear, Sr. Brashear. – gritou Altair, procurando pelo marinheiro.

- Alguém me chamou? – perguntou Karl, afastando os escombros que se formavam a frente de sua cabine.

- O que o senhor estava fazendo aí dentro senhor? – perguntou Darian.

- Me escondendo, é claro. Ou você acha que um velho como eu seria bastante idiota para ficar no meio de uma confusão dessas? Idiotice é para gente burra ou para jovens. – retrucou Karl. – Como não me encaixo nessas situações, então...

- Idiotices? Deve-nos ao menos um obrigado por termos salvo sua vida. – disse Altair. – MEDICAR! CURAR! – falou apontando para si.

- Não fizeram mais que suas obrigações seus fedelhos. Afinal, vocês que querem chegar a Ilha da Morte não? – disse Karl com cara de poucos amigos. – A propósito, comecem a reparar o barco logo, assim poderemos chegar mais rápido.

- Velho rabugento – resmungaram todos ao mesmo tempo.

- Cof, cof, cof. – tossiu novamente Vallen, dessa vez cuspindo mais sangue. Fora atingido gravemente.

- Vallen, você está bem? – perguntou Altair, que acabara de ajudar Affanus e Darian a se levantarem. – Você se esforçou demais. A propósito, o que foi aquela magia? Já vi tempestades de raios, mas nunca vi uma desse tamanho. O que você fez?

- Não sei. Sei que senti algo... – balbuciou Vallen antes de desmaiar.

- VALLEN. – gritaram todos.
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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Admin em Qui Jun 17, 2010 2:18 pm

ILHA DA MORTE

- Até que enfim acordou dorminhoco. – falou Altair a Vallen.

- O que aconteceu? – perguntou o confuso Vallen.

- Você não lembra? Você desmaiou após a luta contra o... que diabos de monstro gigante era aquele? – perguntou Altair.

- Um Kraken. – resumiu-se Vallen.

- É, esse mesmo. Mas você não se lembra de nada, nem que você usou aquela tempestade de raios gigante? Não se lembra de nadinha mesmo? – questionou o intrigado Altair.

- Não lembro de quase nada. Lembro da cortina de fumaça. Sei que algo me atingiu, mas não tenho memória de mais nada. – disse Vallen.

- Pois é, depois daquela demonstração de poder, você subiu o barco e simplesmente desmaiou, ai trouxemos você para aqui, a sala do capitão. Vallen, você teve febre alta, dormiu durante dois dias. Eu cuidei de você, enquanto Darian e Affanus ajudavam o mal humorado do Karl a consertar o barco. Toda hora reclamava de você, dizendo que você era preguiçoso e estava fazendo corpo mole para não trabalhar. – comentou Altair.

- BAM!! – a porta abriu violentamente, tamanho chute que o mal humorado marinheiro deu.

- Ah, o vida boa acordou. – resmungou Karl. – Sorte sua que estamos chegando na Ilha, já estamos quase aportando...

Nesse momento, uma música rompe aos ouvidos de todos no barco. Uma música suave, tão linda e doce que chegava a ser encantadora. Perigosamente encantadora.

- Por Odin, tampem os ouvidos pirralhos, essa música é perigosa. Vou ver como estão os outros dois. – falou o experiente marinheiro.

Chegando à proa, Karl pode ver Darian e Affanus prestes a se jogarem do navio. Estavam fazendo pose, como se fosse algum tipo de apresentação acrobática sincronizada, prontos para irem em direção à música.
O Sr. Brashear pode ver então, de onde vinha aquela música. Três obeaunes cantavam sentadas em cima de pedras, atraindo vítimas para as suas garras. No momento em que Darian e Affanus iriam pular do barco, Karl os conteve.

- O que diabos estão fazendo seus desmiolados de mente fraca? – reclamou Karl.

- Vamos ao encontro daquelas mulheres maravilhosas. Nossa, estamos loucamente apaixonados. – disse Darian.

- Idiotas!! – disse Karl socando a cara dos dois.

- Ai!!! Por que você fez isso? Ficou louco? – perguntou Affanus.

- Olhe novamente para lá, cérebro de sardinha. – apontou Karl em direção das obeaunes.

Então os dois olharam, e se surpreenderam com o que viram.

- Nossa, que coisa horrível. Estávamos apaixonados por aquilo? O que são? – perguntou Affanus.

- São obeaunes, seres aquáticos que te encantam com música. Assim, elas conseguem levar pessoas burras o bastante que caírem no encanto para a morte certa nas mãos dessas predadoras. – explicou Karl.

- Obrigado por nos salvar Karl. – disse Darian, que viu as irritadas obeaunes voltarem para a água.

- Não foi nada pirralho. Ainda quero que vocês acabem com o monstro que me aleijou. Não saiam de lá sem tê-lo feito. É o pagamento que vocês me devem.

- Manteremos a nossa palavra senhor. – disse o recuperado Vallen, saindo da cabine do capitão.

- Vallen!! – falaram os surpresos Darian e Affanus.

– Pensávamos que você tinha morrido, que bom que você está bem. – brincou Darian.

- Ninguém morre enquanto eu estiver por perto Darian. – disse Altair.

- Bem, já que os quatro estão aqui, vou explicar como chegar ao covil do monstro. – começou a explicar Karl. – Ao descerem do barco, caminhem para o noroeste que vocês acharão, após a floresta escura, um cemitério na base de uma cadeia de montanhas. É lá o covil do monstro. E quero uma prova de que vocês o mataram. Estarei esperando por vocês. Agora vão.

- Certo, iremos agora Sr. Brashear. Conte conosco. – afirmou Vallen.

Com o barco ancorado, Vallen, Altair, Affanus e Darien pegaram um pequeno bote e se dirigiram à praia rumo ao seu primeiro objetivo, derrotar o monstro de arrancara a perna do Sr. Brashear.
Seguindo o caminho dito por Karl Brashear, não foi difícil encontrar a floresta escura, que além de escura, tinha uma aparência maligna, a maldade estava impregnada no ar.

- Que lugar mais sinistro. – disse Darian. – Não entraria aí sem um noviço nem que me pagassem.

- Ainda bem que temos um. – comentou Affanus.

- E dos bons. – brincou Altair, valorizando-se.

- Vamos pessoal. O que quer que esteja nessa floresta, devemos estar preparados. – disse Vallen.

- Sim. – responderam os outros.

Então os quatro companheiros entraram na floresta. O ar dentro dela era pesado, quase sufocante. Era suficiente iluminada para enxergar apenas alguns metros à frente. Mas, o que mais assustava era o silêncio total. Sem pássaros, esquilos ou até mesmo cobras. Não havia vida naquela floresta, apenas as árvores. Se é que elas ainda estavam vivas.



- Que lugar tenebroso. Nunca vi floresta algum sem ao menos um pássaro ou mesmo um poring. – disse Darian.

Subitamente, a floresta fechou-se à frente deles, que sentiram o ar ainda mais pesado, como se a morte estivesse espreitando ali no arbusto ou por trás da próxima árvore.

- É impressão minha, ou o caminho pela floresta está mais apertado? É como se as árvores movessem para nos espremer. – disse Altair.

Então notaram que havia algo diferente nas árvores adiante. Árvores mortas, sem qualquer tipo de folha nelas, e com um detalhe macabro. Cada árvore adiante tinha dois horríveis bonecos costurados, pendurados por uma corda, tanto no lado esquerdo, quanto no lado direito.

- Quem será que fez essa coisa macabra? – perguntou Altair.

- Não tem como... – Vallen não chegou a terminar a resposta.

As árvores começaram um ataque violento ao grupo, que desviava o quanto podia. As árvores agora, pelo que os quatro repararam, tinham rostos horrendos e desfigurados, com um sorriso diabólico.

- Corram, não vamos conseguir vencer todas elas. LANÇA DE FOGO!! – disse Vallen, já derrubando uma das árvores.

- AUMENTAR AGILIDADE!! BENÇÃO!! ANGELUS!! SIGNUM CRUCIS!! REVELAÇÃO!! – invocou Altair todas as magias que ele conhecia que podiam ajudá-los naquela situação.

- Obrigado Altair. Agora corram todos. – falou Vallen.

- Não precisa nem falar duas vezes. ATAQUE DUPLO. – disse Affanus, derrubando algumas árvores.

- Darian, abra o nosso caminho, temos que chegar logo no cemitério. – ordenou Vallen.

- É pra já. GOLPE FULMINANTE!! IMPACTO EXPLOSIVO!! – Darian, derrubando uma dezena de inimigos.

- Já consigo ver a saída, rápido. ATAQUE ESPIRITUAL!! – disse Vallen. – Agora, BARREIRA DE FOGO!!

Enfim eles conseguiram sair da floresta maldita e correram para longe, se distanciando cada vez mais, pois as árvores malditas estavam impedidas de passar pela barreira de fogo invocada pelo Vallen. Algumas até conseguiram passar, mas apenas para serem petrificadas, pois estavam presas àquela floresta, uma maldição imposta pelos deuses em tempo imemoriais.

- Essa foi por pouco. – disse Affanus.

- Por isso que eu disse que se não estivesse com um noviço, jamais entraria lá. Não teríamos conseguido se o Altair não aumentasse a nossa agilidade. – disse Darian.

- Eu disse, comigo ninguém morre! – brincou novamente Altair.

- Gente, corremos tanto que não vimos onde estamos. – disse Vallen apontando mais à frente. – O cemitério está logo ali.

De fato, o cemitério estava próximo, no pé da montanha, como o Karl Brashear informara. Então, os amigos seguiram para o cemitério, ansiosos para completarem a tarefa designada para o pagamento da dívida que tinha com o velho marinheiro.
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Mensagem por sszzaas em Qui Jun 17, 2010 8:05 pm

Rapha estou adorando a fic *-*, esta esplendida, continue o bom trabalho. confused
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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

Mensagem por Teteu em Qui Jun 17, 2010 9:33 pm

Gostei muito 1 fic sua que eu li hehe Smile , so falta colocar mas imagens pra ficar mais emocionante.
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Re: Mistérios Divinos - Parte I - O Colar dos Deuses

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